Eu sempre vou voltar nesta folha em branco quantas vezes for, porque minha vida é um gráfico de curvas.
Quando a linha desce eu quase morro, quando a linha sobe eu sinto aquela vontade imensa de estender o eixo x infinitamente.
Quando a linha desce eu penso em mil coisas.
Quando a linha sobe eu começo a esquecer, esquecer... me perco em tanta altitude e caio desesperadamente no chão.
Às vezes eu me machuco.
Às vezes erro o chão e volto,
às vezes erro o chão e vôo.
Mostrando postagens com marcador Conversa fiada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conversa fiada. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 13 de agosto de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Tetrix ou tetris?
Todas as coisas que nela se passam, jamais se organizariam em uma palavra.
Se divide em duas, mas todas as partes pequenas se juntam apertadas, brigam por querer ocupar um lugar maior.
Quase afogada em cabelos, faz da tristeza carnaval, mas no fundo, sabe que o fundo não se completa.
É como alguém que não sabe jogar tetrix.
sábado, 4 de agosto de 2012
O último bicho que eu gostaria de ser, é uma barata
Não porque é um bicho sujo, transmissor de doenças, vive no úmido das sombras dos escombros mais sombrios, mas porque é o bicho mais negado e repugnado da face da Terra!
Experimente dar um TCC pronto, brilhando perfeição à um graduando de biologia que não pensou em absolutamente nada no último semestre (com exceção, é claro, dos futuros entomólogos e dos futuros loucos. O último, segundo estatísticas, crescendo em grande número), ninguém quer saber de barata! (Barata e pepino-do-mar). Que tem de errado com a pequena Periplaneta americana?
Estava eu, certo dia, numa lanchonete (ok, terei de concordar que não é o melhor lugar para se marcar um encontro com uma delas) mas por leis do destino a danada estava lá. Estava tão cambaleante. Deveria, com certeza, ter sofrido algum atentado de um número 42 distraído. Vi que lhe faltava uma perna e se eu pudesse ouvi-la, diria que estava desesperadamente pedindo ajuda, mendigando migalhas pra poder sustentar os 50 filhos que deixou em casa, sem pai.
Mas eu não fui a única que vi, todo mundo viu. Vi menina "chamando o Raul", criança gritando, homem barbado afastando a cadeira. A energia local se concentrou toda ali, no bicho triste de 5 patas. Juro que se eu não estivesse inclusa nessa massa de gente-que-não-faria-o-tipo-de-coisa-a-seguir, me levantaria, pegaria o pequeno ser, devagar, com as duas mãos, levaria a um lugar seguro e diria baixinho: "Vá e domine o mundo...". Mas não. Continuei sentada.
Enfim os segundos de tensão se passaram e o salto alto de um garota bonita e maquiada a levou, despercebido, para algum outro lugar bem melhor que o nosso.
Experimente dar um TCC pronto, brilhando perfeição à um graduando de biologia que não pensou em absolutamente nada no último semestre (com exceção, é claro, dos futuros entomólogos e dos futuros loucos. O último, segundo estatísticas, crescendo em grande número), ninguém quer saber de barata! (Barata e pepino-do-mar). Que tem de errado com a pequena Periplaneta americana?
Estava eu, certo dia, numa lanchonete (ok, terei de concordar que não é o melhor lugar para se marcar um encontro com uma delas) mas por leis do destino a danada estava lá. Estava tão cambaleante. Deveria, com certeza, ter sofrido algum atentado de um número 42 distraído. Vi que lhe faltava uma perna e se eu pudesse ouvi-la, diria que estava desesperadamente pedindo ajuda, mendigando migalhas pra poder sustentar os 50 filhos que deixou em casa, sem pai.
Mas eu não fui a única que vi, todo mundo viu. Vi menina "chamando o Raul", criança gritando, homem barbado afastando a cadeira. A energia local se concentrou toda ali, no bicho triste de 5 patas. Juro que se eu não estivesse inclusa nessa massa de gente-que-não-faria-o-tipo-de-coisa-a-seguir, me levantaria, pegaria o pequeno ser, devagar, com as duas mãos, levaria a um lugar seguro e diria baixinho: "Vá e domine o mundo...". Mas não. Continuei sentada.
Enfim os segundos de tensão se passaram e o salto alto de um garota bonita e maquiada a levou, despercebido, para algum outro lugar bem melhor que o nosso.
domingo, 29 de julho de 2012
Sobre o tatame da Sala Delta
Quem é você?
Quem é você?
QUEM É VOCÊ?
Em quem você acredita?
Para quem você faz suas preces todos os dias?
Quem você adora?
O fato é que todo mundo pode ser o mundo!
Está tudo aqui! O cérebro pode estar programado para fazer acreditar e desacreditar. E se for mentira? E se isso em que toco for mentira? São sensações, todas as sensações... Tudo o que faço agora, é sentar e esperar, até o momento em que a única coisa que se põe a acontecer, é a cadeira virar eu, eu virar cadeira. Inconscientemente já vivi trilhares de anos e já sei de todas as inteligências! Das coisas da Vida do Universo e de Tudo Mais.
Mas... E se eu tivesse sido abduzida?!
E se ao invés de ter vindo parar aqui, eu tivesse virado numa esquina e encontrado com uns camaradas verdes e baixinhos de um certo planeta ZarquonZetaB? E se esses camaradas adorassem se fantasiar de Nathalia? Hein? Hein? O que vocês me diriam? Mediriam? MUAHAHAHAHA
Mas... E se Nathalia estiver correndo perigo?!
Ei! Nathalia! NathaliaááááÁÁÁ! Se você vir Deus, diga que Deus sou eu! E seja lá o que for acontecer, eu só digo uma coisa...
NÃO ENTREM EM PÂNICO.
Quem é você?
QUEM É VOCÊ?
Em quem você acredita?
Para quem você faz suas preces todos os dias?
Quem você adora?
O fato é que todo mundo pode ser o mundo!
Está tudo aqui! O cérebro pode estar programado para fazer acreditar e desacreditar. E se for mentira? E se isso em que toco for mentira? São sensações, todas as sensações... Tudo o que faço agora, é sentar e esperar, até o momento em que a única coisa que se põe a acontecer, é a cadeira virar eu, eu virar cadeira. Inconscientemente já vivi trilhares de anos e já sei de todas as inteligências! Das coisas da Vida do Universo e de Tudo Mais.
Mas... E se eu tivesse sido abduzida?!
E se ao invés de ter vindo parar aqui, eu tivesse virado numa esquina e encontrado com uns camaradas verdes e baixinhos de um certo planeta ZarquonZetaB? E se esses camaradas adorassem se fantasiar de Nathalia? Hein? Hein? O que vocês me diriam? Mediriam? MUAHAHAHAHA
Mas... E se Nathalia estiver correndo perigo?!
Ei! Nathalia! NathaliaááááÁÁÁ! Se você vir Deus, diga que Deus sou eu! E seja lá o que for acontecer, eu só digo uma coisa...
NÃO ENTREM EM PÂNICO.
Texto de cena teatral apresentada no fechamento do primeiro módulo do curso "Dança-Teatro da Totalidade, uma Alquimia Cênica" ou "O Canto do Movimento Corporal" (um curso que com certeza muda pensamento, conceito, consciência, presença... Enfim, acredito que vou ter muito o que mostrar sobre ele ainda), ministrado por Cláudia Bonina e foi baseado nas criações vivenciadas durante o mesmo e outras demais idéias nas quais andava cutucando, inclusive as que fizeram parte da leitura do Guia do Mochileiro das Galaxias, de Douglas Adams.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Resistência contra poesias de Vogons reais
O segredo é concentrar-se, sentir o ser inteiro que carrega dentro de si, aquele que você alimenta, e que te alimenta todos os dias. Assim fica mais fácil entender as outras alegrias que te cercam, e tê-las não como fonte principal de combustível, mas como anexos.
Quando digo que o mundo em que vive está em sua mente, não enxergo uma Matrix, mas o contrário disso: enxergo liberdade, na qual tem o direito de ir e vir, de aceitar ou de se rebelar, de querer ou de recusar.
Claro que, numa altura dessas da evolução do Homo sapien sapiens sapiens, é difícil ter liberdade quando é preciso acordar querendo ficar na cama, quando se tem que falar querendo ficar em silêncio, quando é obrigação ler um artigo científico em poesia de Vogons quando o que se quer, é simplesmente dormir... É tudo muito automático hoje em dia.
Mas apesar de tuuuuudo... Ainda acredito na autoliberdade. Até o momento em que um tucano-vermelho-do-bico-verde cutucar minha sutil caixa craniana e gritar: "Ei! Já é hora de realidade!"
Quando digo que o mundo em que vive está em sua mente, não enxergo uma Matrix, mas o contrário disso: enxergo liberdade, na qual tem o direito de ir e vir, de aceitar ou de se rebelar, de querer ou de recusar.
Claro que, numa altura dessas da evolução do Homo sapien sapiens sapiens, é difícil ter liberdade quando é preciso acordar querendo ficar na cama, quando se tem que falar querendo ficar em silêncio, quando é obrigação ler um artigo científico em poesia de Vogons quando o que se quer, é simplesmente dormir... É tudo muito automático hoje em dia.
Mas apesar de tuuuuudo... Ainda acredito na autoliberdade. Até o momento em que um tucano-vermelho-do-bico-verde cutucar minha sutil caixa craniana e gritar: "Ei! Já é hora de realidade!"
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Um ano a mais
Num dia de chuva fico velha, assim, de um minuto pra outro. Quase junto com a cidade. Basta só olhar o relógio dar 00:01 de 26.
Vejo o quanto cresci e o quanto continuo sendo a mesma. O quanto me pego pensando no que fazer pra melhorar o dia, não só o meu, e como quase sempre consigo.
E não sei porque ainda insisto em ouvir conselhos, se sei que só eu posso decidir minha vida e só eu posso cagar o quanto quiser nela. Aliás, só vai cair a ficha se eu jogar as caras e errar. Errar, errar, errar, até cansar e um dia resolver jogar certo por opção.
Sinto que tenho um futuro intenso, "mas o problema dele é que sempre continua se transformando no presente" (Calvin e Haroldo).
Vejo o quanto cresci e o quanto continuo sendo a mesma. O quanto me pego pensando no que fazer pra melhorar o dia, não só o meu, e como quase sempre consigo.
E não sei porque ainda insisto em ouvir conselhos, se sei que só eu posso decidir minha vida e só eu posso cagar o quanto quiser nela. Aliás, só vai cair a ficha se eu jogar as caras e errar. Errar, errar, errar, até cansar e um dia resolver jogar certo por opção.
Sinto que tenho um futuro intenso, "mas o problema dele é que sempre continua se transformando no presente" (Calvin e Haroldo).
domingo, 8 de janeiro de 2012
Neocortex mais sensato, mais velho o sapato
Meu coração cresceu, eu não sei o que aconteceu.
Foi o tempo que passou ou meu rosto envelheceu?
De tanto pensar, descobri que os pesares pesam até quando eu deixar.
Neocortex mais sensato, quase auto, calado, chato.
Meu sapato ficou velho e ainda nem me convenci. Eu nem vi pra viver, e vê, nem vivi.
Sabe aquela esperança morta? E aquela idéia torta?
As coisas adoram mudar e tudo é questão de se adaptar, já dizia o velho Darwin. É só bater na porta.
Foi o tempo que passou ou meu rosto envelheceu?
De tanto pensar, descobri que os pesares pesam até quando eu deixar.
Neocortex mais sensato, quase auto, calado, chato.
Meu sapato ficou velho e ainda nem me convenci. Eu nem vi pra viver, e vê, nem vivi.
Sabe aquela esperança morta? E aquela idéia torta?
As coisas adoram mudar e tudo é questão de se adaptar, já dizia o velho Darwin. É só bater na porta.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Pertim
O que tenho, pra mim é longe.
O que tenho, pra mim é onde?
O que sinto ainda é ontem.
O que sinto, pra mim é onde não se vê.
Também, pra quê?
Adormece quentim, a dor desce de mim.
O que penso ainda é triste.
O que penso nem mais existe, para lá.
Aonde ninguém nem viu, nem ouviu falar.
Para lá, assim, tão longe, mas tão pertim de mim.
domingo, 10 de abril de 2011
E quando é mesmo?
E quando a memória surta pra trás?
E quando eu me assusto em mudar de assunto, em salvar no lápis, o meu rascunho de praxe?
E quando o destino insiste em se meter, em se perder?
E quando é que se acredita em destino?
Quando desce a barra de rolagem, rola a molecagem, muda a paisagem.
Quando acaba a energia, eu estudo entalpia, e vejo que realmente nada sei.
Quando acaba a energia, eu estudo entalpia, e vejo que realmente nada sei.
Quando a mensagem vai errada, a cabeça estagnada esquenta em luz de vela.
Eu velo pela calma, pela alma, pela fé.
Pela prova de amanhã, pela quentura do café.
É quando o telefone toca e eu atendo gente nova.
A gente velha agora é mãe.
A gente velha agora é longe, é onde.
É onde eu vejo quase em frente.
Na minha mente só tem antes, misturado com agora.
Você já viu pitanga em pé de amora?
Na minha mente só tem antes, misturado com agora.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Rascunhos de barata
[Ninguém sabia do que se tratava aquilo. Só ouviram um barulho estrondeante de longe. Sabiam que algo havia dado errado. Mas estranho que ninguém teve o trabalho de ir lá e tentar arrumar. Ficavam ali, parados, seguindo o caminho de cada um pensando no que teria acontecido. "Será que a culpa foi minha?", talvez até com uma pontinha de tristeza.
É como o homem de Kafka que vira barata e ninguém dá muita importância. Ficam repugnados, mas ficam ali, sempre parados (...)]
[Quem quer que seja que inventou o calendário, devia ser uma cara muito capitalista. Devia esperar com uma angústia sem fim, que se passasse os 360 dias para gastar todas as economias em cerveja e camarão. E depois, como sempre, começaria tudo outra vez... trabalho, casa, cama, trabalho.
Mas é chato viver esperando que algo se concretize. É como se a vida girasse em torno do ano que vem, do ano que você terá mais uma chance de fazer o que não fez.
E é aí que começam todos aqueles planos pra janeiro: se dedicar mais na faculdade, no trabalho, ganhar peso, perder peso, parar de fumar, fumar.
E o ano começa, termina... e tudo que você fez foi planos.
Eaí, vale a pena? Esse dias me fizeram essa pergunta e não soube responder(...)]
[O trânsito para pra formiga atravessar.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Now loading...
Pensa pra falar, pra tocar, tocar pra quê? Tocar o quê?
Pensa no caderno, no livro bom.
Quem? Cuma? Onde? Por quê?
Pensa na música, na letra, esquece o livro.
Ouve a música, o que ouve? O que houve?
Ser maior, ser bemol.
Melhor que ontem, melhor que antes.
Ouve a música, o que ouve? O que houve?
Ser maior, ser bemol.
Melhor que ontem, melhor que antes.
...
Pensa, menina. Mas não pensa muito.
Seu dia é sempre ímpar.
(Desenho de autor desconhecido)
(Desenho de autor desconhecido)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Mais chocolate, bolo e pudim
Esse ano eu quero mais...
Mais amigos, mais festa, mais sesta.
Mais sorrisos, mais abraços, comida no prato e pés descalços.
Mais piadas, mais sabores, mais amores.
Quero mais saúde, mais livros no metrô.
Quero mais suco de maracujá, mais cachecóis de tricô.
Quero mais pensamentos, mais idéias.
Mais viagens, mais fotografias, mais caretas.
Quero mais bigode de leite e no cabelo mais enfeite.
Quero mais gente do lado, mais gargalhadas, mais rabiscos de caneta.
Mais violão, mais meditação. Mais trança, mais dança.
Mais mar, mais mato, mais natureza.
Mais chocolate, mais bolo e pudim.
Eu finjo que não sei, mas no fundo eu sei sim...
Todos os anos são assim!
Mais amigos, mais festa, mais sesta.
Mais sorrisos, mais abraços, comida no prato e pés descalços.
Mais piadas, mais sabores, mais amores.
Quero mais saúde, mais livros no metrô.
Quero mais suco de maracujá, mais cachecóis de tricô.
Quero mais pensamentos, mais idéias.
Mais viagens, mais fotografias, mais caretas.
Quero mais bigode de leite e no cabelo mais enfeite.
Quero mais gente do lado, mais gargalhadas, mais rabiscos de caneta.
Mais violão, mais meditação. Mais trança, mais dança.
Mais mar, mais mato, mais natureza.
Mais chocolate, mais bolo e pudim.
Eu finjo que não sei, mas no fundo eu sei sim...
Todos os anos são assim!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Vai tempo, vai...
Leva as pétalas, as flores, as dores.
Leva as doutrinas, as cortinas, as tendas.
Leva e não trás de volta.
Eu sei que não volta.
Não corta, não entorta.
Leva isso e deixa aquilo, leva aquilo e deixa isso.
Deixa disso. O que é que tem?
Eu não faço nada , e você também.
Esquece de levar as histórias, as escórias, as memórias.
Levando as coisas das minas.
Me deixando biruta com as rimas.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O menino da guitarra Dolores

De onde você tira tanta inspiração? Imaginação? Curso de computação?
Tira tuas escritas da panela, deve ser...
Já vem pronto teu ensopado de frases estranhas,
tua sopa de letrinhas das entranhas.
Ninguém te ensinou a pôr os pés no chão?
Ninguém te ensinou a ser sem sal como todo esse mundão?
Da tua loucura peço parte,
não esquece da careta na foto,
que eu vou querer um autógrafo,
quando você virar professor de arte.
Eu sei, você precisa voltar logo.
Tua mãe tá te chamando, e teu irmão chorando,
querendo colo.
Agora, menino, se liga, não cochila.
Quando vai me devolver a jaqueta que eu botei na tua mochila?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Onde?
Tava aqui pensando nessa vida como é que tá.
As pessoas querem um carro e até mesmo um apartamento no Guarujá.
Querem festas, metas, multidões,
um amor lá no fim dos quarteirões.
E agora a humildade, onde fica?
A cumplicidade, a amizade o perdão?
A liberdade de dizer o que pensa e não ficar na mão?
O abraço dado, as palavras ditas, o senso de humor?
O silêncio, os risos, os passeios pela rua, pela lua?
Um alto-falante bem gigante era o que eu queria agora,
pra dizer pra essa gente, que o que fere de repente, não é um tapa, um beliscão.
Mas sim o grande ego, a febre pelo mundo, os pés que não estão no chão.
São Longuinho, onde foi parar a via certa, a rua reta dessa contra mão de curvas?
Onde?
Instinto máquina
Andei desconfiando de coisas não muito fúteis, fúteis como diriam em qualquer novela popular ou até mesmo em letras de músicas românticas.
Como qualquer sentimento, seja ódio, rancor, dor ou alegria, o amor se iguala ao ser. Por ser mais forte, julgam-no irreversível ou até mesmo eterno. Mas onde diabos já se viu o eterno? O que é eterno? Apenas um dilema inventado pelo mesmo autor dos sentimentos. Talvez quisesse dar a eles uma pitada a mais de emoção. Um sentimento eterno, assim como a memória, não dura. Logo, concluímos (precipitadamente ou não) que o amor é passageiro.
Poderíamos até julgar o ser humano como ser superior aos outros animais, com capacidades aleatórias e vantajosas. Porém, nem um ser é superior ao outro enquanto houver ainda, uma harmonia entre ser e natureza. Qual é a finalidade de uma formiga saber a teoria da relatividade? Ela consegue viver perfeitamente com todas as suas funções e com todo seu “QI limitado”. Não existe ser superior ao outro, o que implica é sua adaptação ao meio em que vive. Somos adaptados a nossa sociedade da mesma forma que um gafanhoto é adaptado a sua.
Uma mãe leoa julga sua cria, afastada do bando por um tempo, inimiga. A ataca e não a reconhece. Uma mãe humana, longe de seu filho, pode perder todo afeto que um dia nutriu quando este era apenas uma criança. Perde-se o afeto, mas não perde-se o contato. O mesmo seria se os leões soubessem usar o telefone.
Contudo, voltando ao assunto, vemos que os sentimentos são, portanto, consequências de nossa adaptação. Como estes, existem também desejos, impulsos, sentidos. Todos guiados pela falsa sensação do eterno, pela memória curta do cérebro frágil. Sem saber que o menor, o mais desprezível defeito nos circuitos internos, reduz o tudo a nada. Assim como máquina.
Assinar:
Postagens (Atom)




